O esquentador não acende. O que posso verificar?
Quando um esquentador não acende, há quatro verificações seguras que qualquer pessoa pode fazer antes de chamar alguém: a garrafa ou a torneira do gás, as pilhas do acendimento, o caudal de água quente e a saída de água fria da canalização. Tudo o que fique para lá disso, ou seja rampa de queimadores, válvula de gás e ligação do aparelho, é trabalho para quem tem habilitação para gás, porque uma montagem mal vedada dá fuga e um aparelho mal regulado produz monóxido de carbono.
Um esquentador que não acende é quase sempre uma de quatro coisas, e três delas resolvem-se sem ferramentas e sem tocar em nada do circuito de gás. Vale a pena percorrê-las por ordem antes de chamar alguém, mesmo que só sirva para dizer ao técnico o que já está excluído.
As quatro verificações seguras
- O gás. Se a casa tem garrafa, confirme que não está vazia e que a torneira da garrafa está aberta. Uma garrafa que parece ter peso pode já não ter pressão suficiente num dia frio. Se a casa tem gás canalizado, confirme que a válvula de corte junto ao aparelho está aberta e que outros aparelhos a gás, se existirem, funcionam.
- As pilhas. Muitos esquentadores acendem por faísca alimentada a pilhas, normalmente duas, num compartimento na base do aparelho. Duram cerca de um ano. Se ao abrir a torneira não ouve os estalidos habituais do acendimento, ou se estão mais fracos, comece por aqui.
- O caudal de água quente. Abra bem uma torneira de água quente, de preferência a mais próxima do aparelho. Estes esquentadores só acendem acima de um caudal mínimo, e com pouca pressão simplesmente não ligam. Se a casa tem depósito ou bomba, confirme que está a funcionar.
- A água fria. Verifique se há água em toda a casa e se a válvula de entrada do aparelho está aberta. Depois de um corte de água ou de uma obra, é comum ficar ar na tubagem, e nesse caso deixe correr a água fria alguns minutos antes de tentar outra vez.
Se qualquer uma destas resolver, o aparelho volta a trabalhar como antes. Se nenhuma resolver, a informação já vale alguma coisa: sabe-se que há gás, que há acendimento, e que há caudal.
Onde termina a bricolage
A fronteira é clara e não é conservadorismo: acaba onde começa o gás. Desmontar a frente para chegar à rampa de queimadores, mexer na válvula de gás, trocar a membrana, alterar a ligação do aparelho ou mexer na conduta de evacuação são trabalhos para quem tem habilitação. As razões são duas e ambas são físicas. Uma montagem mal vedada dá fuga, e uma fuga de gás num espaço fechado não avisa a tempo. E um aparelho mal regulado, ou com ventilação insuficiente, produz monóxido de carbono, que não tem cheiro nem cor, e cujos primeiros sintomas (dor de cabeça, sonolência, náusea) se confundem com cansaço.
Isto é informação e não alarme. Um esquentador bem instalado e revisto é seguro durante anos. O que não é seguro é a combinação de aparelho antigo, ventilação tapada e reparação improvisada.
Sinais para parar imediatamente
- Cheiro a gás. Fechar a garrafa ou a válvula de corte, abrir janelas, não acionar interruptores nem chamas, e sair para telefonar.
- Fuligem preta à volta do aparelho ou na parede por cima dele.
- Chama amarela e irregular, quando antes era azul e estável.
- Sintomas de dor de cabeça ou náusea que passam ao sair de casa.
Nestes casos não se tenta acender outra vez.
O que enviar quando pedir assistência
Uma fotografia de frente com a chapa da marca e do modelo legível, a idade aproximada do aparelho, se a casa tem garrafa ou gás canalizado, e a descrição do que acontece: não faz nada, faz faísca e não pega, pega e apaga, ou só acende com a torneira muito aberta. Com esses quatro dados, muitas vezes já se sabe qual é a peça antes da visita, e isso poupa uma segunda deslocação. Para o que a assistência inclui e como se pede, veja reparação de esquentadores no Algarve.
E se a casa esteve fechada
Se o esquentador está numa casa que ficou meses sem uso, três coisas costumam acontecer ao mesmo tempo: as pilhas descarregaram, a garrafa esvaziou-se ou perdeu pressão, e há teias ou insetos no queimador. É por isso que uma casa reaberta em junho dá tantas chamadas na primeira semana. Verificar o aparelho antes da época, e não no dia em que chegam pessoas, é a diferença entre uma visita marcada com calma e uma urgência num sábado.
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