Instalação de ar condicionado no Algarve: preço e regras

Instalação de ar condicionado no Algarve em 2026, de um mono split num quarto a um multi split para várias divisões, com o aparelho, os tubos, a unidade exterior, a condensação e a alimentação elétrica orçamentados linha a linha. Envie fotografias da divisão, da parede para a unidade interior, do sítio onde poderia ficar a unidade exterior e do quadro elétrico, e recebe um orçamento grátis, em português ou inglês.

Grátis e sem compromisso.

Mãos com luvas de um técnico enroscam uma porca de latão junto a uma unidade exterior de ar condicionado num terraço caiado, com um tubo isolado ao longo do parapeito, telhados de telha, uma chaminé rendilhada e o mar ao fundo
  • Orçamentos grátis
  • Atendimento em português e inglês
  • Preços honestos, sem surpresas
  • Um único contacto até ao fim do trabalho

A Handyman Algarve orçamenta a instalação de ar condicionado no Algarve, grátis e por escrito, em português ou inglês, em 2026. O preço sai da potência escolhida para cada divisão, de ser mono split ou multi split, do percurso dos tubos, do sítio da unidade exterior e do acesso a ela, da condensação e da alimentação elétrica, e por isso um valor trazido de outra casa engana. Num ar condicionado split, a ligação dos tubos de refrigerante na obra é trabalho de um técnico certificado de uma empresa certificada (Regulamento (UE) 2024/573 e Decreto-Lei n.º 145/2017).

O que inclui a pré-instalação de ar condicionado?

Inclui o que fica dentro das paredes antes de haver aparelho: os tubos de refrigerante isolados, o tubo da condensação e, quando foi deixada, a passagem da alimentação elétrica, entre o sítio previsto para a unidade interior e o da unidade exterior, com as pontas tapadas dos dois lados. Não inclui as unidades nem a ligação delas.

A pré-instalação poupa os roços e os remates dessa parte do percurso, e fixa o sítio das duas unidades, porque os tubos acabam onde acabam. Não tira da obra o trabalho certificado: ligar as unidades a uma pré-instalação continua a ser unir tubos de refrigerante na obra, trabalho de um técnico certificado de uma empresa certificada, que ensaia o circuito para ver se tem fugas e faz o vácuo antes de o gás circular.

Antes de a usar, confirma-se que os diâmetros dos tubos na parede são os que a ficha técnica do modelo escolhido pede, que as pontas ficaram tapadas e que o tubo da condensação tem queda contínua até um esgoto, e o técnico ensaia os tubos à pressão para ver se têm fugas. Uma pré-instalação feita a pensar noutro aparelho pode obrigar a escolher o modelo pelo tubo que já existe, e uma falha num destes pontos passa a ser uma linha própria do orçamento.

Quanto custa meter ar condicionado em casa?

Custa a soma das linhas da obra, e não só o preço do aparelho. Um orçamento completo escreve à parte o equipamento e a potência de cada unidade, o percurso dos tubos, a unidade exterior e o acesso a ela, a condensação, a alimentação elétrica e os remates, porque são essas linhas que mudam de uma casa para a outra. Um preço de loja sem instalação é o preço do equipamento, e um valor trazido de outra casa engana. A conta completa, com o que entra em cada linha, está em quanto custa instalar um ar condicionado.

Quantos Btu são necessários por m2?

Não há um número de BTU por m2 que sirva a uma divisão concreta. A potência de um ar condicionado sai do cálculo da carga térmica da divisão, o calor que entra nela num dia quente e que o aparelho tem de tirar, e a área é só uma das entradas desse cálculo:

  • A área e o pé-direito, que juntos dão o volume de ar a arrefecer.
  • A orientação e o sol nos vidros. Janelas grandes viradas ao sol da tarde deixam entrar mais calor do que janelas pequenas à sombra.
  • O isolamento das paredes e da cobertura, e os vidros.
  • Um último piso por baixo do telhado, que recebe o calor do sol por cima.
  • As pessoas e os aparelhos que estão na divisão, porque também libertam calor.

Uma regra de BTU por m2 mede o chão e não a divisão, e por isso duas divisões com a mesma área podem pedir potências diferentes. O erro custa dos dois lados. Grande de mais, mesmo um aparelho inverter liga e desliga em ciclos curtos, porque à velocidade mínima tira calor mais depressa do que a divisão o ganha, o que gasta o compressor e tira menos humidade do ar. Pequeno de mais, trabalha no máximo nas tardes mais quentes e pode não chegar à temperatura pedida. Com a potência certa, um aparelho inverter abranda o compressor à medida que a divisão se aproxima da temperatura escolhida e trabalha de forma estável.

A potência escreve-se em kW ou em BTU por hora, e as duas unidades medem a mesma coisa. O que se compara, de um modelo para outro, é a potência de arrefecimento na ficha técnica e, num aparelho reversível, também a de aquecimento. Peça que o orçamento diga a potência escolhida para cada divisão.

Onde colocar o AC no quarto?

Numa parede de onde o ar frio não sopre diretamente sobre a cama, com caminho para a água de condensação descer até um esgoto e com espaço livre à volta da unidade. No quarto, a unidade interior pede quatro coisas:

  • O ar longe da cama. O ar frio sai da unidade e desce, por isso a unidade fica numa parede de onde o jato não caia sobre quem dorme, com as lâminas a orientar o ar para a divisão.
  • Queda para a condensação. A arrefecer, a unidade interior tira água do ar, e o tubo de condensação desce com inclinação contínua até um esgoto. Uma unidade numa parede exterior, ou perto dela, encurta esse tubo e o percurso até à unidade exterior; sem queda possível, é preciso uma bomba de condensados, mais uma peça e mais uma ligação elétrica.
  • Espaço para o ar e para a limpeza. A unidade precisa do espaço livre que o fabricante indica por cima e dos lados, para o ar entrar e para o painel abrir e os filtros saírem. Um roupeiro, uma cortina ou uma prateleira à frente travam o ar.
  • O ruído. Num quarto conta o silêncio: o nível de ruído da unidade interior vem na ficha técnica de cada modelo e compara-se antes de escolher.

Qual é o melhor sítio para colocar ar condicionado?

O melhor sítio é o que serve as duas unidades ao mesmo tempo: a interior onde arrefece a divisão sem soprar sobre quem lá está, e a exterior onde tem ar, escoamento, sossego para a casa e para os vizinhos e acesso seguro, o mais perto da interior que isso permita. Para a unidade exterior, é isto que decide:

  • Ar livre à volta. A arrefecer a casa, a unidade exterior expulsa o calor que tirou lá de dentro. Precisa das distâncias livres que o fabricante indica à frente, atrás e dos lados, e não pode ficar num recanto fechado onde volte a aspirar o ar quente que acabou de expulsar.
  • A água. Num aparelho reversível a aquecer, a unidade exterior também produz água, da condensação e dos ciclos de descongelação. Essa água, como a da condensação da unidade interior, vai para um esgoto, e nunca para um caminho, para o terraço de baixo ou para a parede de um vizinho.
  • Ruído e vibração. O ventilador e o compressor fazem ruído e vibram. Uma base firme e apoios antivibráticos reduzem a vibração que passa para a parede, e a posição fica longe dos quartos da casa e das janelas dos vizinhos, fora de pátios estreitos que devolvem o som.
  • O percurso dos tubos. Quanto mais longe a unidade exterior fica da interior, mais longo é o percurso dos tubos de refrigerante, e o fabricante fixa para cada modelo um comprimento máximo de tubo e um desnível máximo entre as duas unidades.
  • Trabalho em altura. Uma unidade num suporte numa parede alta ou numa cobertura monta-se com andaime ou plataforma, e não só com uma escada, e uma cobertura não é sítio de bricolage. O circuito de refrigerante nunca é aberto, ligado, desligado, recarregado nem mudado de sítio pelo dono da casa, em nenhuma fase: mudar de sítio a unidade exterior é abrir e voltar a ligar esse circuito, trabalho de um técnico certificado.

Quem pode instalar um ar condicionado?

Um ar condicionado split, com uma unidade interior e uma unidade exterior ligadas por tubos de refrigerante, instala-o um técnico certificado de uma empresa certificada. Os tubos unem-se no local, e para o regulamento europeu dos gases fluorados (Regulamento (UE) 2024/573) essa ligação é uma "instalação": tem de ser feita por um técnico certificado e, quando é um serviço prestado a um cliente, por uma empresa certificada. O decreto português, o Decreto-Lei n.º 145/2017, exige ainda que o técnico certificado pertença a uma empresa certificada.

Uma loja só pode vender a um particular um equipamento split carregado com gás fluorado se houver prova de que a instalação será feita por uma empresa certificada, e guarda os dados do instalador durante cinco anos. Em Portugal os certificados são emitidos por organismos acreditados pelo IPAC, e é razoável pedir os números de certificado do técnico e da empresa.

O Regulamento (UE) 2024/573 fixa também datas para equipamento novo. A partir de 1 de janeiro de 2029, os sistemas split ar-ar novos, até 12 kW, que usem um gás fluorado com potencial de aquecimento global igual ou superior a 150, e o R32, com um potencial de aquecimento global de 675, está nesse caso, deixam de poder ser colocados no mercado da UE, exceto quando o exijam requisitos de segurança no local de funcionamento.

A partir de 1 de janeiro de 2035, a mesma proibição passa a abranger os sistemas split novos até 12 kW que contenham qualquer gás fluorado com efeito de estufa, com a mesma exceção de segurança. Estas datas regem a venda de equipamento novo: uma unidade comprada e instalada legalmente pode continuar a ser usada e reparada.

Há ainda uma regra separada, em vigor desde 1 de janeiro de 2026: os gases fluorados com potencial de aquecimento global igual ou superior a 2 500 deixaram de poder ser usados na manutenção ou assistência técnica de equipamentos de ar condicionado e de bombas de calor, salvo gás regenerado ou reciclado, permitido até 1 de janeiro de 2032, e o R32 não é abrangido por essa regra.

É preciso autorização do condomínio para instalar ar condicionado?

Depende do aparelho, do sítio onde fica e do prédio. Num prédio em propriedade horizontal, saber se um ar condicionado concreto modifica a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício, ou se é uma inovação, cabe à assembleia de condóminos e, em caso de litígio, a um tribunal. Estas são as regras do Código Civil a ter em conta:

  • A linha arquitetónica e o arranjo estético. O Código Civil proíbe especialmente os condóminos de prejudicar, quer com obras novas, quer por falta de reparação, a segurança, a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício (artigo 1422.º, n.º 2, alínea a)). As obras que modifiquem a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício podem ser realizadas se houver autorização prévia da assembleia de condóminos, aprovada por maioria representativa de dois terços do valor total do prédio (artigo 1422.º, n.º 3).
  • As inovações. Sem prejuízo dos casos especiais previstos no mesmo artigo, as obras que constituam inovações dependem da aprovação da maioria dos condóminos, devendo essa maioria representar dois terços do valor total do prédio (artigo 1425.º, n.º 1). Nas partes comuns do edifício não são permitidas inovações capazes de prejudicar a utilização, por parte de algum dos condóminos, tanto das coisas próprias como das comuns (artigo 1425.º, n.º 8, na numeração em vigor desde 1 de julho de 2026).
  • A fração e as partes comuns. Cada condómino é proprietário exclusivo da sua fração e comproprietário das partes comuns do edifício, e o título constitutivo pode afetar ao uso exclusivo de um condómino certas zonas das partes comuns (artigos 1420.º, n.º 1, e 1421.º, n.º 3).
  • O título constitutivo e o regulamento. O título constitutivo pode conter o regulamento do condomínio, que disciplina o uso das partes comuns e das frações autónomas; havendo mais de quatro condóminos e não fazendo o regulamento parte do título, deve ser elaborado um regulamento sobre o uso, a fruição e a conservação das partes comuns. E os condóminos não podem praticar atos proibidos no título constitutivo ou, depois, por deliberação da assembleia aprovada sem oposição (artigos 1418.º, n.º 2, alínea b), 1429.º-A, n.º 1, e 1422.º, n.º 2, alínea d)).

São duas maiorias diferentes: a do artigo 1422.º, n.º 3 é uma maioria representativa de dois terços do valor total do prédio, e a do artigo 1425.º, n.º 1 é a maioria dos condóminos, devendo essa maioria representar dois terços do valor total do prédio. Antes de colocar uma unidade exterior num prédio em propriedade horizontal, convém ler o título constitutivo e o regulamento do condomínio, se existir, e perguntar ao administrador se a obra precisa de autorização da assembleia de condóminos.

É preciso licença da câmara para instalar ar condicionado?

Depende do concelho, e é a câmara que decide sobre uma casa concreta. O RJUE, o regime jurídico da urbanização e edificação, permite a cada município qualificar outras obras como de escassa relevância urbanística no seu próprio regulamento (artigo 6.º-A, n.º 1, alínea i), na redação em vigor desde 1 de outubro de 2026, que mantém as palavras da redação anterior).

Loulé é o exemplo, e o seu regulamento refere expressamente o ar condicionado: o artigo 28.º n.º 1 b) do Regulamento n.º 884/2024 qualifica como obra de escassa relevância urbanística a «instalação de aparelhos de ar condicionado, ventilação, aquecimento central, exaustão de fumos ou similares», com condições que incluem ficar em posição não visível do espaço público, não implicar modificações na estrutura de estabilidade e não alterar a estética do edificado. Se um aparelho concreto cabe aí é a câmara que o diz.

Há um limite nacional que acompanha sempre estas isenções: o artigo 6.º-A n.º 2 do RJUE exclui delas as obras e instalações em imóveis classificados ou em vias de classificação, em imóveis situados em zona de proteção destes e em imóveis integrados em conjuntos ou sítios classificados ou em vias de classificação, e o artigo 28.º de Loulé ressalva-o expressamente. Na redação em vigor desde 1 de outubro de 2026, no RJUE republicado pelo Decreto-Lei n.º 108/2026, a primeira destas exclusões abrange os imóveis de interesse nacional, de interesse público ou de interesse municipal; até 30 de setembro de 2026, referia só o interesse nacional ou público.

A informação sobre o início dos trabalhos chega à câmara municipal até cinco dias antes de a obra começar, com a identificação de quem a executa; desde 1 de outubro de 2026 abrange expressamente as obras isentas de licença ou de comunicação prévia, e desde a mesma data o proprietário ou o diretor da obra afixa também no local, até cinco dias antes do início dos trabalhos, um aviso visível da via pública (artigo 80.º-A, n.os 1 e 5, na redação republicada pelo Decreto-Lei n.º 108/2026). A Portaria n.º 320/2026/1, de 31 de julho de 2026, em vigor desde 1 de outubro de 2026, aprova o modelo nacional dessa informação e os modelos revistos do aviso. Antes de 1 de outubro de 2026, Loulé já exigia localmente que as obras isentas fossem comunicadas à câmara com cinco dias de antecedência, e a sua regra própria (artigo 102.º do Regulamento n.º 884/2024) mantém-se ao lado da nacional.

Quanto gasta um ar condicionado ligado 8 horas por dia em Portugal?

Gasta a potência elétrica que absorve, multiplicada pelas horas de uso e pelo preço do kWh da sua fatura, e por isso a conta faz-se com os números do seu aparelho e do seu contrato. A potência que conta é a potência elétrica absorvida, em kW, que vem na ficha técnica ou na chapa de características do aparelho. Não é a potência de arrefecimento, que é outro número: um ar condicionado tira da divisão mais calor do que a eletricidade que gasta para o fazer.

A conta tem dois passos: a potência absorvida vezes as horas dá os kWh, e os kWh vezes o preço do kWh na sua fatura dão o custo. Feita com a potência absorvida máxima, a conta dá um teto, e não o gasto real. Um aparelho inverter abranda o compressor à medida que a divisão se aproxima da temperatura escolhida e, a partir daí, trabalha abaixo do máximo, por isso oito horas ligado gastam menos do que oito horas à potência máxima. O gasto sobe com a diferença entre a temperatura pedida e a de fora, com o sol nos vidros e com as janelas abertas, e desce numa casa bem isolada.

Mono split ou multi split?

Depende de quantas divisões se querem servir e de onde podem ficar as unidades exteriores. Um mono split liga uma unidade exterior a uma unidade interior; um multi split liga duas ou mais unidades interiores a uma só unidade exterior. O preço da instalação de um ar condicionado multi split sai dessa unidade exterior, dimensionada para todas as divisões que serve, e de um percurso de tubos, com a sua condensação, até cada unidade interior.

Mono splitMulti split
Divisões servidasUma por cada conjunto de unidade interior e exteriorDuas ou mais, com uma só unidade exterior
Unidades exterioresUma por divisão servidaUma para todas as divisões que serve
Se a unidade exterior pararFica sem ar condicionado a divisão que ela serveFicam sem ar condicionado todas as divisões ligadas a ela
Tubos e condensaçãoUm percurso, da divisão à sua unidade exteriorUm percurso de cada divisão até à unidade exterior comum
Unidades interiores possíveisA que forma conjunto com a unidade exteriorSó as combinações que o fabricante indica para aquela unidade exterior
Linhas do orçamentoUm conjunto, um suporte ou uma base e um percurso de tubos por divisãoUma unidade exterior maior, e os tubos e a condensação até cada divisão

Um multi split resolve a falta de lugar para várias unidades exteriores; vários mono splits deixam cada divisão independente, e uma avaria numa unidade exterior deixa sem ar condicionado uma só divisão. Qual das duas soluções fica mais em conta depende da casa, e por isso vale a pena pedir, para a mesma casa, o orçamento de ambas. Em qualquer delas, as unidades que trabalham ao mesmo tempo contam juntas para a potência contratada.

Como fazer manutenção de AC?

A manutenção divide-se entre o dono da casa e o técnico. Em casa, lavam-se os filtros, limpa-se a seco a grelha da unidade interior e tira-se à mão, com luvas, o que se acumula à volta da unidade exterior quando ela está no chão ou numa varanda, sem máquina de alta pressão nem escova nas alhetas.

Antes de abrir o painel frontal ou de tocar na unidade exterior, corta-se a corrente no quadro elétrico. Com o aparelho a trabalhar, desliga-se o disjuntor dele, e todos os dele se houver mais de um, ou o interruptor geral se o quadro não os identificar, e confirma-se que a unidade parou, que as luzes se apagaram e que já não reage ao comando. Se continuar a trabalhar, esse disjuntor fica desligado e desliga-se também o interruptor geral: há aparelhos em que a unidade interior e a exterior têm disjuntores diferentes. O comando e o botão da própria unidade só a põem em espera, ainda ligada à corrente.

O comando só confirma a unidade interior: se a unidade exterior tiver um disjuntor próprio no quadro, ou um interruptor de corte junto dela, desliga-se também antes de lhe tocar, e se o quadro não os identificar, desliga-se o interruptor geral. Avisa-se quem estiver em casa para ninguém voltar a ligar a corrente antes do fim, porque um aparelho que estava a trabalhar quando a corrente foi cortada pode voltar a arrancar sozinho quando ela regressa. Nada se pulveriza para dentro do aparelho, a água e os produtos de limpeza não chegam às partes elétricas, e a corrente só volta com os filtros secos e no lugar e nada molhado lá dentro.

O técnico abre a unidade interior e limpa por dentro a bateria e a turbina, desentope o tubo de condensados, revê as ligações elétricas e trata das unidades em altura, com andaime ou plataforma. O circuito de refrigerante fica fechado: repor gás ou reparar uma fuga é trabalho de um técnico certificado. O passo a passo do que se faz em casa está em como limpar o ar condicionado em casa.

Potência contratada

Um ar condicionado funciona a eletricidade, por isso verifica-se a alimentação antes de se escolher um modelo. A potência contratada é o tamanho do fornecimento que consta do seu contrato de eletricidade. A ERSE, o regulador da energia, indica 13 escalões de potência contratada, de 1,15 kVA a 41,4 kVA; as instalações monofásicas ficam tipicamente pelos 10,35 kVA, e acima disso a instalação é normalmente trifásica. A regra da ERSE para escolher o escalão é o que funciona ao mesmo tempo, e não a soma de tudo o que está instalado, por isso o ar condicionado conta junto com o forno, o termoacumulador e o que mais estiver ligado quando ele trabalha.

Há dois tetos acima do contrato. O cliente doméstico pode mudar de escalão a todo o tempo, mas só até à potência requisitada, aquela para que a casa foi ligada, ou à potência certificada, a da instalação elétrica certificada, quando esta for inferior (Regulamento de Relações Comerciais, Regulamento n.º 827/2023, artigo 69.º).

Abaixo da potência máxima admissível da instalação, a mudança pede-se ao comercializador. Acima dela, passa a ser um pedido de aumento de potência à E-REDES, o operador que gere a distribuição de eletricidade, e um dos encargos desse pedido, a comparticipação nas redes, calcula-se sobre a diferença entre a potência requisitada nova e a antiga, e não sobre toda a potência nova (artigo 122.º n.º 4 do mesmo regulamento). Regras nacionais, lidas em 2026. O circuito próprio no quadro e qualquer mudança na alimentação são trabalho elétrico, e vão para um eletricista no Algarve.

Há apoios para instalar ar condicionado?

Em setembro de 2026, não do Fundo Ambiental, que não tem nenhuma candidatura aberta a fundo perdido para isolamento, janelas, bombas de calor ou solar numa habitação particular. O Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis, o chamado Edifícios+, teve o seu último aviso aberto a particulares entre 18 de julho e 31 de outubro de 2023 e está encerrado desde essa data; a sua tipologia 3 eram os sistemas de aquecimento e/ou arrefecimento ambiente e de águas quentes sanitárias que recorram a energia renovável, de classe energética A+ ou superior.

O Vale Eficiência é outro instrumento e não um apoio geral a obras: destina-se a famílias em pobreza energética e as candidaturas de beneficiários fecharam a 31 de outubro de 2024. Fonte: Fundo Ambiental, avisos 05/C13-i01/2023 e 06/C13-i01/2023, lidos em setembro de 2026. Âmbito nacional.

O que existe para 2026 é um empréstimo e não um subsídio. A Portaria n.º 442-A/2025/1, de 12 de dezembro, criou um instrumento de crédito reembolsável para medidas de eficiência energética na habitação, gerido pelo Banco Português de Fomento com a colaboração técnica da Agência para o Clima, a disponibilizar no prazo de um ano a contar da publicação. A lista de medidas inclui a instalação de bombas de calor para aquecimento ou arrefecimento ambiente e/ou para produção de água quente; se um ar condicionado concreto cabe nessa lista decide-se pelas regras do próprio instrumento. Em setembro de 2026 não estavam publicadas taxas, limites nem período de candidatura.

Os candidatos dos quatro primeiros escalões de rendimento não precisam de certificado energético prévio; os restantes particulares têm de já ter um, de classe C ou inferior. Para qualquer candidato, uma classe prévia B ou superior torna o imóvel inelegível, e todos os imóveis financiados são certificados de novo depois da obra. Quem lhe prometer uma comparticipação do Fundo Ambiental para um ar condicionado está a falar de um programa que, em setembro de 2026, não está aberto.

O que determina o preço?

Em 2026, a instalação de um ar condicionado orçamenta-se pela obra completa, e não só pelo aparelho, com linhas que mudam de uma casa para a outra:

  • O equipamento e a potência. A unidade exterior, a unidade interior de cada divisão e o comando, com a marca, o modelo e a potência escritos. A potência escolhe-se pela carga térmica de cada divisão.
  • Mono split ou multi split. Um conjunto por divisão, ou uma unidade exterior para várias unidades interiores.
  • O percurso dos tubos e a pré-instalação. O comprimento e o caminho dos tubos de refrigerante, a calha ou o roço, ou uma pré-instalação que já exista e se aproveite.
  • A unidade exterior. Onde fica, a que altura e com que acesso: no chão, num terraço, numa parede alta ou numa cobertura, com andaime ou plataforma quando fica em altura.
  • A condensação. O tubo até um esgoto e, quando não há queda, uma bomba de condensados.
  • A alimentação elétrica e a potência contratada. O circuito próprio no quadro e, quando for preciso, o aumento de potência.
  • Os remates. O furo selado dos dois lados, a calha, e o reboco e a pintura onde a parede foi aberta.
  • A retirada do aparelho antigo. A recuperação do gás por um técnico certificado antes de a unidade sair, e o transporte.
  • A papelada da câmara. Quando a câmara a exigir, é uma linha própria do orçamento, e não um custo escondido noutra.

Um valor por aparelho trazido de outra casa engana, porque são estas linhas, e não só o aparelho, que separam dois orçamentos. Pergunte também se o total inclui IVA e a que taxa.

O que torna o orçamento certo é um conjunto de fotografias: a divisão de uma ponta à outra e a parede onde ficaria a unidade interior; o sítio onde poderia ficar a unidade exterior, fotografado do chão, de uma varanda ou de uma janela, e não de uma escada nem da beira de um telhado; o quadro elétrico como está, sem tirar nenhuma tampa; a fatura com a potência contratada; e a pré-instalação, se existir, com as pontas dos tubos por dentro e por fora, fotografadas do chão, de uma varanda ou de uma janela, e não de uma escada.

Junte a área e o pé-direito da divisão, para onde viram as janelas e se é um último piso. O orçamento é grátis e dado antes de a obra começar, com cada linha escrita. Veja como funciona o processo do pedido ao trabalho concluído.

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Perguntas frequentes

Quanto custa instalar um AC em casa?

Não há um preço que sirva a todas as casas, porque instalar um ar condicionado é o aparelho mais a obra de o pôr a funcionar numa divisão concreta. Pesam a potência escolhida para cada divisão, ser mono split ou multi split, o comprimento dos tubos de refrigerante, o sítio da unidade exterior e o acesso a ela, o escoamento da condensação, a alimentação elétrica e os remates. Em 2026, no Algarve, a Handyman Algarve orçamenta cada linha grátis, por escrito e antes da obra.

Quantos Btu são necessários por m2?

Não há um número de BTU por m2 que sirva a uma divisão concreta: a potência do aparelho sai do cálculo da carga térmica da divisão, e não só da área. Entram a área e o pé-direito, a orientação e o sol nos vidros, o isolamento, um último piso por baixo do telhado, e as pessoas e os aparelhos na divisão. Por isso duas divisões com a mesma área podem pedir potências diferentes. A potência escreve-se em kW ou em BTU por hora, que medem o mesmo.

É preciso autorização do condomínio para instalar ar condicionado?

Depende do aparelho e do prédio. As obras que modifiquem a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício podem ser realizadas com autorização prévia da assembleia de condóminos, aprovada por maioria representativa de dois terços do valor total do prédio (Código Civil, artigo 1422.º, n.º 3), e as inovações dependem da maioria dos condóminos, devendo essa maioria representar dois terços do valor total do prédio (artigo 1425.º, n.º 1, que ressalva casos especiais). Decidir se um aparelho concreto cabe numa destas regras é da assembleia e, em litígio, de um tribunal. Antes da obra, convém ler o título constitutivo e o regulamento e perguntar ao administrador.

Qual é o IVA do ar condicionado?

Em Portugal continental, a taxa normal de IVA é de 23 por cento e a reduzida de 6 por cento (Código do IVA, artigo 18.º), e a de uma instalação de ar condicionado depende de a obra caber numa verba de taxa reduzida. Uma fatura à taxa reduzida ao abrigo da verba 2.27 da Lista I anexa ao Código do IVA tem de o mencionar e de identificar o dono da obra e o imóvel, e a taxa reduzida só abrange os materiais incorporados se valerem 20 por cento ou menos do valor global da obra. Se a sua instalação cabe nessa verba, responde quem passa a fatura.

Quanto gasta um ar condicionado ligado 8 horas por dia em Portugal?

Gasta a potência elétrica absorvida pelo aparelho, em kW, multiplicada pelas oito horas e pelo preço do kWh da sua fatura, e por isso a conta faz-se com os números do seu aparelho e do seu contrato. A potência absorvida vem na ficha técnica ou na chapa de características, e não é a potência de arrefecimento. Feita com a potência absorvida máxima, a conta dá um teto: um aparelho inverter abranda o compressor quando a divisão se aproxima da temperatura escolhida e, a partir daí, trabalha abaixo do máximo.

Quais são as regras para instalar ar condicionado em Portugal?

Unir na obra os tubos de refrigerante de um split é trabalho de um técnico certificado de uma empresa certificada (Regulamento (UE) 2024/573 e Decreto-Lei n.º 145/2017). Num prédio em propriedade horizontal, uma obra que modifique a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício pode ser realizada com autorização prévia da assembleia de condóminos (Código Civil, artigo 1422.º, n.º 3), e uma inovação depende da aprovação dos condóminos (artigo 1425.º, n.º 1, que ressalva casos especiais); classificar um aparelho concreto cabe à assembleia ou, em litígio, a um tribunal. O que a câmara pede depende do concelho, e o circuito elétrico é trabalho de eletricista.