Quanto custa um eletricista por hora?

O trabalho de eletricista raramente é só uma hora: é deslocação, diagnóstico, tempo no local e material, e em obra maior passa a ser orçamentado por ponto ou a preço fechado. A Handyman Algarve não publica um valor por hora para o Algarve, porque uma hora sem contexto não diz o que inclui. O que está abaixo é como a conta é construída e o que a faz variar, e o orçamento para o seu caso é gratuito.

A pergunta é natural e a resposta honesta é que quase nenhum trabalho de eletricidade se resolve com um valor à hora isolado. A conta tem sempre as mesmas parcelas, e é útil saber quais são antes de comparar dois orçamentos.

As três formas de cobrar

  • Deslocação mais tempo mais material. É o formato das reparações e de tudo o que tem de ser diagnosticado no local. A deslocação pode ser uma linha própria ou uma primeira hora mínima.
  • Por ponto. É o formato das instalações: tantas tomadas, tantos pontos de luz, tantos circuitos. Serve porque o trabalho é previsível e mede-se.
  • Preço fechado para a obra. Numa remodelação, com o número de pontos e o quadro definidos, faz-se um valor global. Só é possível depois de alguém ver o que está lá.

O que faz variar o valor

Fator Efeito
Reparação ou instalação Avaria é tempo, instalação é quantidade
Acesso ao cabo Tubo existente onde o cabo novo passa é rápido; abrir roços em alvenaria não é
Idade da instalação Instalações antigas podem ter circuitos sem terra, e isso alarga o trabalho
O quadro Substituir o quadro elétrico com diferencial adequado é item próprio, e costuma ser o mais útil
Casa habitada Proteger, deslocar mobília e trabalhar com pessoas em casa acrescenta tempo
Horário Urgência fora de horas custa mais, e deve ser dito antes de sair de casa
Remates Betumar, estucar e pintar depois dos roços é trabalho a sério

Porque não indicamos um valor à hora

Porque um valor à hora publicado sem contexto engana mais do que ajuda: a mesma hora inclui deslocação num caso e não inclui noutro, tem material dentro ou fora, e vale para uma reparação simples mas não para trabalho em quadro. Preferimos explicar a conta e orçamentar o caso concreto, sem custo. A página de eletricista no Algarve explica o que a visita inclui e como se pede.

O que dizer ao pedir orçamento

  1. O que acontece exatamente, e desde quando. “O disjuntor dispara quando ligo o forno” vale mais do que “há um problema elétrico”.
  2. Se dispara sempre o mesmo disjuntor, e se volta a ligar ou não.
  3. Uma foto do quadro com a portinhola aberta, se conseguir tirá-la em segurança.
  4. A idade da casa e se a instalação já foi mexida.
  5. O que vai ser acrescentado, se for o caso: ar condicionado, placa de indução, carregador de carro elétrico, termoacumulador.

Um aviso que não é venda

Há sinais que não devem esperar por marcação: cheiro a queimado numa tomada ou no quadro, plástico derretido ou escurecido, um disjuntor que aquece, e choques ao tocar em aparelhos ou torneiras. Nesses casos corta-se a alimentação no quadro e pede-se assistência de imediato. Isto é informação e não alarme: a maioria das avarias elétricas domésticas é banal e resolve-se numa visita. As que não são costumam avisar primeiro.

Saber o valor do seu caso

Os valores desta página dependem de detalhes que só o seu trabalho tem. Descreva-o à Handyman Algarve, junte uma foto, e o orçamento volta com o número para esse trabalho, sem custo.

Grátis e sem compromisso.

Perguntas frequentes

A deslocação é cobrada mesmo que não se resolva nada?

Depende do profissional, e é a pergunta a fazer antes de alguém sair de casa. Há quem cobre deslocação separada, quem cobre uma primeira hora mínima, e quem inclua a deslocação no valor do trabalho se este avançar. Nenhuma das três é desonesta. O que interessa é saber qual se aplica, e o que acontece se o diagnóstico apontar para um trabalho que decide não fazer.

Porque é que uns trabalhos são à hora e outros por ponto?

Porque a incerteza é diferente. Uma avaria a localizar não tem duração previsível: pode ser um contacto solto em dez minutos ou um cabo partido dentro de uma parede em três horas, e por isso cobra-se o tempo. Uma instalação nova é previsível: sabe-se quantas tomadas, quantos pontos de luz e quantos metros de tubo, e por isso se orçamenta por ponto ou a preço fechado. Desconfie de um preço fechado dado ao telefone para uma avaria que ninguém viu.

O material entra no valor da hora?

Não deve entrar. A prática correta é separar mão de obra e material, mesmo em trabalhos pequenos, para se perceber o que se está a pagar. Em reparações o material costuma ser pouco: um disjuntor, uma tomada, uns metros de cabo. Em instalações é uma parcela significativa e vale a pena pedir que venha discriminada, sobretudo quando há quadro, diferencial ou cabo de secção maior envolvidos.

Trabalho ao fim de semana ou à noite custa mais?

Costuma custar, e isso não é abuso. Fora de horário paga-se a disponibilidade de alguém que não estaria a trabalhar, e é assim em qualquer país. O que se pode pedir é honestidade sobre o acréscimo antes da deslocação e uma resposta franca sobre se o problema aguenta até ao dia seguinte. Um quadro que dispara e volta a ligar é diferente de cheiro a queimado numa tomada, e essa distinção deve ser dita ao telefone.