Vale a pena uma bomba de calor para piscina?

Em 2026, a Handyman Algarve orçamenta gratuitamente a instalação de bombas de calor para piscina no Algarve, e uma bomba de calor vale a pena quando a piscina é usada em meses em que a água, só com o sol, fica mais fria do que o dono quer, e com uma cobertura que guarde o calor de noite. A máquina tira calor do ar e entrega mais calor do que a eletricidade que gasta, mas dá menos com o ar mais frio, que é quando a piscina mais calor perde. Aquecer a água pede cerca de 1,16 kWh por metro cúbico e por grau, antes das perdas (cálculo a partir dos dados do NIST para a água a 25 °C): numa piscina de 40 m³, cerca de 46 kWh por grau (40 × 1,16).

Uma bomba de calor para piscina vale a pena quando alarga a época de banhos nos meses em que a piscina é usada, e com uma cobertura que guarde o calor. Em 2026, a Handyman Algarve orçamenta a instalação de bombas de calor de piscina no Algarve a partir de fotografias e das medidas da piscina, e o que decide se compensa é a conta que se segue: o calor que a água pede, o ar com que a máquina trabalha mês a mês, os dias em que a piscina é usada e a cobertura.

Uma bomba de calor de piscina é uma unidade exterior ligada ao circuito de filtração. Um ventilador faz passar o ar de fora por uma bateria de alhetas onde o gás refrigerante evapora e ganha calor; o compressor aumenta a pressão e a temperatura desse gás, que passa o calor à água da piscina num permutador e volta, arrefecido, ao início do ciclo.

A eletricidade que a máquina gasta é a do compressor e do ventilador, e o resto do calor vem do ar, por isso, dentro da gama de funcionamento indicada pelo fabricante, entrega à água mais calor do que a eletricidade que gasta. Aquece a água que a bomba de filtração lhe faz passar, e por isso só aquece enquanto a filtração trabalha.

Quando a bomba de calor compensa, e quando não

Compensa quando estas quatro coisas são verdade, e compensa menos por cada uma que falha.

  • Quer nadar em meses em que a água, só com o sol, fica mais fria do que gosta. É aí que a máquina tem trabalho: a alargar a época para os meses de ar mais fresco. Numa piscina que o sol já aquece ao gosto de quem nada, não tem nada para fazer.
  • A piscina é usada nesses meses. O calor que se dá à água só serve nos dias em que alguém nada. No Algarve, 38,6% dos alojamentos clássicos da região eram residência secundária ou de uso sazonal nos Censos 2021 (INE, quadro Q304). Numa casa usada só algumas semanas, a bomba de calor trabalha só nessas semanas, tem de começar antes de cada chegada, e o preço à partida divide-se por menos dias de banho.
  • Há uma cobertura. Sem ela, a piscina perde de noite, pela evaporação e para o ar mais frio, parte do calor que a máquina lhe deu de dia, e esse calor tem de ser dado outra vez.
  • Há sítio e eletricidade para ela. Um lugar ao ar livre, com ar à volta, perto da casa das máquinas e longe dos quartos, e um circuito e uma potência contratada que a aguentem, como se explica mais abaixo.

Quais são as desvantagens de uma bomba de calor?

Numa bomba de calor de piscina, as desvantagens são estas, e cada uma tem um mecanismo:

  • O preço à partida. Paga-se a máquina e a instalação, com a base, a ligação ao circuito de filtração, o escoamento da condensação e o circuito elétrico, antes do primeiro banho em água mais quente.
  • Dá menos calor quando o ar arrefece. De noite e nos meses frescos, a máquina dá menos calor por cada kWh de eletricidade, e é com o ar mais frio que a piscina perde mais calor.
  • O ruído. O ventilador e o compressor ouvem-se enquanto trabalham, e uma máquina que trabalhe de noite ouve-se de noite.
  • O ar e o espaço. Precisa de um lugar ao ar livre, com as distâncias livres que o fabricante indica. Encostada a um muro ou fechada numa casa das máquinas, volta a puxar o próprio ar frio e dá menos calor.
  • A água de condensação. A humidade do ar condensa na bateria fria e escorre por baixo da máquina enquanto ela trabalha, e precisa de um escoamento.
  • O tempo. Uma piscina inteira leva tempo a aquecer, e numa casa usada só algumas semanas a máquina tem de começar antes de cada chegada.
  • A eletricidade. Gasta eletricidade sempre que o compressor trabalha, e o circuito e a potência contratada da casa têm de a aguentar.

Como aquecer água da piscina barato?

Começa-se por fazer a piscina perder menos calor. Uma cobertura não produz calor: guarda o que o sol e qualquer aparelho deram à água, porque corta a evaporação e a perda de calor durante a noite, e cada grau que a água guarda de noite é um grau que nenhum aparelho tem de voltar a dar. É por isso que a cobertura vem antes de qualquer aparelho, e as diferenças entre a de bolhas, a de inverno, a automática e a de segurança estão em que cobertura de piscina escolher.

Depois da cobertura, há três formas de juntar calor à água, e o que as distingue é de onde vem o calor e o que se gasta por cada kWh de calor que chega à água:

De onde vem o calor O que se gasta por cada kWh de calor, a funcionar
Coletores solares Do sol, nos coletores por onde passa a água da piscina A eletricidade da bomba que faz passar a água pelos coletores; o calor vem do sol, e só há calor com sol
Bomba de calor Do ar exterior, passado para a água por um compressor Menos de um kWh de eletricidade por cada kWh de calor, e tanto menos quanto mais quente estiver o ar
Aquecedor elétrico Da própria eletricidade, numa resistência por onde passa a água Pelo menos um kWh de eletricidade por cada kWh de calor, com qualquer tempo

A conta de cada forma é o calor que a piscina pede, calculado mais abaixo, vezes o que se gasta por cada kWh desse calor. Qual sai mais barata numa casa concreta depende dos meses em que se quer nadar, do sol que o sítio apanha, do espaço que há e do preço do kWh na fatura.

Em Loulé, o regulamento municipal de urbanização e edificação pede que, quando uma piscina com mais de 150 m³ precise de água aquecida, se instale um sistema de coletores solares ou tecnologia equivalente, sempre que for economicamente viável, e se usem coberturas térmicas do plano de água, para evitar perdas de calor e de água por evaporação (Regulamento n.º 884/2024, Anexo 11, 4.3; lido a 1 de outubro de 2026). Que tecnologia conta como equivalente numa piscina concreta é a câmara municipal de Loulé que o diz.

Uma cobertura de bolhas ou de inverno não é uma barreira e não aguenta o peso de uma pessoa: ninguém anda por cima dela, e ter a piscina coberta não é razão para deixar crianças sem vigilância. Uma piscina com a cobertura meio posta é perigosa, e a água que se junte em cima de uma cobertura tira-se, porque uma criança pode afogar-se em poucos centímetros de água.

Quanto gasta uma bomba de calor numa piscina?

Em eletricidade, gasta o calor que a piscina pede dividido pelo rendimento da máquina à temperatura do ar a que trabalha, e por isso não há um número que sirva a todas as piscinas. A conta faz-se em quatro passos:

  1. O calor que a água pede. Aquecer água pede cerca de 1,16 kWh por metro cúbico por cada grau Celsius, às temperaturas de uma piscina: é o calor que a própria água absorve (cálculo a partir dos dados de referência do NIST para a água a 25 °C: 997,05 kg/m³ × 4,1813 kJ/(kg·K) ÷ 3600), antes de qualquer calor que a piscina perca e antes do rendimento do aparelho que a aquece. Multiplica-se pelo volume da piscina, em metros cúbicos, e pelos graus que se quer subir.
  2. O calor que a piscina perde. Pela evaporação, para o ar, sobretudo de noite, e pelas paredes e pelo fundo. Soma-se ao anterior enquanto a máquina aquece e enquanto mantém a temperatura, e uma cobertura posta de noite reduz esta parte.
  3. O rendimento da máquina. A ficha técnica dá a potência de aquecimento e o coeficiente de desempenho, o COP, a temperaturas do ar e da água indicadas pelo fabricante, e com o ar mais frio os dois descem. O calor a dar, dividido pelo COP com o ar dos meses escolhidos, dá os kWh de eletricidade.
  4. O preço do kWh. Os kWh de eletricidade, multiplicados pelo preço do kWh na sua fatura, dão o custo. A isso junta-se a eletricidade da bomba de filtração, que trabalha enquanto a bomba de calor aquece.

Os 1,16 kWh por metro cúbico e por grau são o calor que a máquina tem de entregar, e não a eletricidade que gasta: a eletricidade é esse calor dividido pelo COP.

O ar em Faro, mês a mês

Uma bomba de calor tira o calor do ar, por isso o ar dos meses em que se quer nadar decide quanto calor ela dá e quanto calor a piscina perde. Na estação de Faro, no aeroporto, as normais climatológicas do IPMA de 1991 a 2020 dão estas temperaturas médias do ar, de abril a novembro:

Mês Média das temperaturas máximas diárias Média das temperaturas mínimas diárias
Abril 20,7 °C 12,4 °C
Maio 23,5 °C 15,0 °C
Junho 26,8 °C 17,8 °C
Julho 29,4 °C 19,6 °C
Agosto 29,2 °C 19,9 °C
Setembro 26,4 °C 18,3 °C
Outubro 23,3 °C 15,8 °C
Novembro 19,6 °C 11,9 °C

Fonte: IPMA, normais climatológicas 1991 a 2020, estação de Faro (554, aeroporto). São temperaturas do ar, e não da água.

De junho a setembro, a média das máximas fica entre 26,4 e 29,4 °C e a das mínimas entre 17,8 e 19,9 °C: a máquina trabalha com o ar mais quente do ano. Em abril e maio, e em outubro e novembro, a média das mínimas fica entre 11,9 e 15,8 °C: com esse ar, a mesma máquina dá menos calor por cada kWh, sobretudo de noite, e a piscina perde mais calor para o ar. Alargar a época para esses meses é pedir calor à máquina quando ela dá menos e a piscina perde mais, e é com o ar desses meses, e não com o de agosto, que se escolhe a potência.

Faro é uma estação, e o ar muda ao longo da costa: nas mesmas normais do IPMA, a média das máximas do mês mais quente é de 25,9 °C em Sagres (agosto) e de 30,5 °C em Vila Real de Santo António (julho). A conta faz-se com o ar do sítio onde está a piscina.

Bomba de calor para piscina de 20, 30, 40, 50, 60 ou 100 m³

O volume dá o primeiro número de qualquer escolha: o calor que a água absorve por cada grau, antes das perdas. Com cerca de 1,16 kWh por metro cúbico e por grau (cálculo a partir dos dados de referência do NIST para a água a 25 °C), a conta para estes volumes é esta:

Volume da piscina A conta Calor por cada grau, antes das perdas
20 m³ 20 × 1,16 cerca de 23 kWh
30 m³ 30 × 1,16 cerca de 35 kWh
40 m³ 40 × 1,16 cerca de 46 kWh
50 m³ 50 × 1,16 cerca de 58 kWh
60 m³ 60 × 1,16 cerca de 70 kWh
100 m³ 100 × 1,16 cerca de 116 kWh

O volume sai do comprimento vezes a largura vezes a profundidade média, em metros. Daí à máquina vão mais quatro dados, e são do dono da casa, não de uma tabela:

  1. Os graus que quer subir, da temperatura a que a água está à que escolhe no comando. O calor total é o da tabela vezes esses graus.
  2. O tempo que dá à máquina. O calor total, dividido pela potência de aquecimento que a ficha técnica dá à temperatura do ar desses dias, dá as horas que a máquina leva sem perda nenhuma. Uma piscina real leva mais, porque perde calor enquanto aquece, e uma cobertura encurta esse tempo.
  3. Os meses em que quer nadar. É o ar desses meses que diz quanto calor a máquina dá, por isso escolhe-se pela potência que entrega com o ar do mês mais fresco que quer cobrir, e não pela que entrega em agosto.
  4. A cobertura. Com a piscina coberta de noite, a máquina repõe menos calor de um dia para o outro.

Uma regra de potência por metro cúbico deixa de fora os graus, o tempo, os meses e a cobertura, e é por isso que duas piscinas de 40 m³ podem pedir máquinas diferentes: uma coberta todas as noites e usada de maio a outubro, outra sem cobertura e usada também em abril e novembro.

Qual a temperatura ideal para uma bomba de calor de piscina?

Não há uma temperatura ideal que sirva a todas as piscinas: é a que o dono escolhe no comando, dentro do que a ficha técnica da máquina permite. O que a escolha muda é a conta. Cada grau a mais pede cerca de 1,16 kWh de calor por metro cúbico para lá chegar (cálculo a partir dos dados do NIST para a água a 25 °C), o que numa piscina de 40 m³ são cerca de 46 kWh por grau (40 × 1,16), antes das perdas e antes do rendimento da máquina.

Uma piscina mais quente também perde calor mais depressa, para o ar e pela evaporação, sobretudo de noite e sem cobertura, por isso cada grau a mais custa também mais a manter, dia após dia.

Onde se deve colocar uma bomba de calor?

Uma bomba de calor de piscina coloca-se ao ar livre, num sítio onde possa respirar, e as instruções do fabricante dão as distâncias livres que pede à frente, atrás e dos lados. O sítio certo junta estas condições:

  • Ar livre à volta. O ventilador puxa o ar por um lado e deita-o mais frio pelo outro. Encostada a um muro, atrás de uma sebe ou num recanto fechado, a máquina volta a puxar o próprio ar frio e dá menos calor; dentro de uma casa das máquinas fechada, falta-lhe o ar.
  • Longe dos quartos e dos vizinhos. O ventilador e o compressor ouvem-se enquanto trabalham, e o ar frio que a máquina deita não deve ir para uma janela, um terraço ou o muro de um vizinho.
  • Numa base firme e nivelada, que aguente o peso e a vibração da máquina e deixe escorrer por baixo a água de condensação.
  • Perto da casa das máquinas, para encurtar os tubos que a ligam ao circuito de filtração. O fabricante indica em que ponto do circuito entra e em que ordem fica em relação ao filtro e ao doseador de cloro ou à célula de sal.
  • Com um escoamento para a água de condensação, que tem de ir para um esgoto ou um dreno, e não para um caminho, um terraço ou o muro de um vizinho.
  • Com espaço para a manutenção, para se chegar às ligações, ao escoamento e à grelha sem desmontar nada.

Numa piscina de um prédio ou de um empreendimento em propriedade horizontal, antes da obra vale a pena ler o título constitutivo e o regulamento do condomínio, se existir, e perguntar ao administrador se a obra precisa de autorização da assembleia de condóminos.

A eletricidade: o circuito e a potência contratada

Uma bomba de calor de piscina gasta eletricidade sempre que o compressor trabalha, por isso o circuito que a alimenta e a potência contratada da casa verificam-se antes de se escolher o modelo. A regra da ERSE para escolher o escalão de potência contratada é o que funciona ao mesmo tempo, e não a soma de tudo o que está instalado: a bomba de calor conta junto com a bomba de filtração, o forno e o que mais estiver ligado quando ela trabalha. Na ficha técnica, o que conta para isto é a potência elétrica que a máquina absorve, e não a potência de aquecimento que entrega à água, que é maior.

O cliente pode pedir a mudança de escalão a todo o tempo, mas só até à potência requisitada, aquela para que a casa foi ligada, ou à potência certificada da instalação, quando esta for inferior (Regulamento de Relações Comerciais, Regulamento n.º 827/2023, artigo 69.º); abaixo da potência máxima admissível da instalação, pede-se ao comercializador, e acima dela passa a ser um pedido de aumento de potência à E-REDES, o operador da rede de distribuição, segundo as regras nacionais lidas em 2026.

O circuito e a proteção no quadro são trabalho de eletricista.

Quem pode instalar: monobloco ou split

A ficha técnica diz se a máquina é monobloco ou split, e as regras dos gases fluorados não tratam as duas da mesma maneira. Uma bomba de calor de piscina vendida como monobloco, tudo numa só unidade, chega com o circuito de refrigerante completo de fábrica. Montada sem abrir nem unir esse circuito, a instalação é trabalho de água e de eletricidade, e o decreto português sobre gases fluorados (Decreto-Lei n.º 145/2017) liga o dever de certificação ao trabalho que envolva contacto com o gás; qualquer reparação que abra o circuito de refrigerante é trabalho de um técnico certificado.

Uma unidade split é diferente: unir na obra os tubos de refrigerante conta como instalação no Regulamento europeu dos gases fluorados (Regulamento (UE) 2024/573), trabalho de um técnico certificado e, para um cliente, de uma empresa certificada, e o decreto português acrescenta que o técnico pertence a uma empresa certificada. Numa split, é razoável pedir os números de certificado do técnico e da empresa. Regras europeias e nacionais, lidas em setembro de 2026.

O que a bomba de calor pede ao dono da casa

Pouco, e o que pede é à volta dela: o espaço à frente e atrás livre de folhas, ramos e vasos, a água de condensação a escoar para onde deve, a filtração programada para as horas em que se quer aquecer e a cobertura posta de noite. As horas mais quentes do dia são aquelas em que a máquina dá mais calor por cada kWh, e é com o preço do kWh dessas horas, na sua tarifa, que se faz a conta. Para o tempo em que fica parada, seguem-se as instruções do fabricante.

Antes de tocar na máquina, nem que seja para tirar folhas da grelha ou desimpedir o escoamento da condensação:

  1. Corte a corrente no quadro, e não no comando. Desligue no quadro elétrico o disjuntor da bomba de calor, e todos os que a alimentam, se houver mais de um, e também o interruptor de corte junto dela, se existir. O comando só a põe em espera, ainda ligada à corrente. Se o quadro não identificar o disjuntor, desligue o interruptor geral.
  2. Confirme que ficou sem corrente. A máquina tem de parar e o ecrã de se apagar quando desliga o disjuntor; se alguma coisa continuar a trabalhar ou acesa, deixe esse disjuntor desligado e desligue também o interruptor geral. Com tudo parado, carregue em ligar no comando: nada pode arrancar nem acender.
  3. Avise quem está em casa para ninguém voltar a ligar a corrente antes de acabar: uma máquina que estava a trabalhar quando a corrente foi cortada pode voltar a arrancar sozinha quando ela regressa.
  4. Limpe só por fora e à mão, com luvas. Tire as folhas e a sujidade da grelha e de volta da máquina, sem tocar nas alhetas da bateria, que dobram com pouca força e têm arestas que cortam; a mão não entra pela grelha do ventilador. Nada de mangueira, de máquina de alta pressão ou de produto pulverizado para dentro da máquina: a água não pode chegar às partes elétricas.
  5. Volte a ligar só no fim, com tudo seco e nada encostado à máquina.

Se o disjuntor da bomba de calor disparar, volta-se a ligar uma só vez, e nunca com cheiro a queimado, fumo, marcas de queimado ou água na máquina; se disparar de novo, fica desligado e chama-se o técnico. Se for o diferencial a disparar quando a bomba de calor liga ou trabalha, desliga-se primeiro no quadro o disjuntor da bomba de calor e só depois se rearma o diferencial, e a bomba de calor fica desligada até o técnico a ver.

Dentro do quadro e nas ligações elétricas da máquina não se mexe, e o circuito de refrigerante nunca se abre, desliga, liga ou recarrega em casa: uma reparação que abra esse circuito é trabalho de um técnico certificado.

O que enviar para um orçamento

  1. As medidas da piscina, comprimento, largura e profundidade, ou o volume, se o souber.
  2. Uma foto da casa das máquinas, com o filtro, a bomba de filtração e o que mais lá estiver.
  3. Fotos do sítio onde ficaria a bomba de calor, tiradas do chão, com o que está à volta.
  4. Uma foto do quadro elétrico, tirada sem abrir nada, e a potência contratada, que vem na fatura da eletricidade.
  5. Os meses em que quer nadar, e se a casa é habitada todo o ano, usada por temporadas ou arrendada.
  6. Se a piscina tem cobertura, e de que tipo.

Com isto, o orçamento vem grátis, em português ou em inglês, com cada linha escrita, antes de se encomendar a máquina. Na página de manutenção e reparação de piscinas no Algarve está o que mais se orçamenta para uma piscina e como se pede.

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Perguntas frequentes

Vale a pena uma bomba de calor para piscina?

Uma bomba de calor para piscina vale a pena quando quer nadar em meses em que a água, só com o sol, fica mais fria do que gosta, quando a piscina é usada nesses meses e quando há uma cobertura que guarde o calor de noite. Tira calor do ar e entrega mais calor do que a eletricidade que gasta, mas dá menos com o ar mais frio. Numa casa usada poucas semanas, trabalha poucas semanas, e o preço à partida divide-se por poucos banhos.

Quanto gasta uma bomba de calor numa piscina?

Em eletricidade, gasta o calor que a piscina pede dividido pelo rendimento da máquina, e não há um número que sirva a todas. Aquecer a água pede cerca de 1,16 kWh por metro cúbico por cada grau, antes das perdas (cálculo com os dados do NIST para a água a 25 °C). Esse calor, mais o que a piscina perde, dividido pelo rendimento da ficha técnica com o ar dos meses de uso, dá os kWh de eletricidade, pagos ao preço da sua fatura.

Como aquecer água da piscina barato?

Começa-se por fazer a piscina perder menos calor: uma cobertura não produz calor, mas corta a evaporação e a perda durante a noite, e cada grau que a água guarda é um grau que nenhum aparelho volta a dar. Para juntar calor há três formas: coletores solares, que tiram o calor do sol; uma bomba de calor, que o tira do ar e entrega mais calor do que a eletricidade que gasta; e um aquecedor elétrico, que dá à água, no máximo, a eletricidade que gasta.

Quais são as desvantagens de uma bomba de calor?

Numa bomba de calor de piscina, as desvantagens são o preço à partida, da máquina e da instalação; o calor que dá, que desce à medida que o ar arrefece, quando a piscina perde mais; o ruído do ventilador e do compressor; o espaço ao ar livre de que precisa para respirar; a água de condensação, que pede um escoamento; e a eletricidade, que obriga a ver o circuito e a potência contratada da casa antes de escolher o modelo.

Onde se deve colocar uma bomba de calor?

Uma bomba de calor de piscina coloca-se ao ar livre, com o espaço livre à volta que o fabricante indica, para puxar o ar e deitar fora o ar frio sem o voltar a puxar. Fica numa base firme e nivelada, perto da casa das máquinas para encurtar os tubos da filtração, com um escoamento para a água de condensação, espaço para a manutenção e longe dos quartos e dos vizinhos, por causa do ruído do ventilador e do compressor.

Qual a temperatura ideal para uma bomba de calor de piscina?

A temperatura da água é a que o dono escolhe no comando da bomba de calor, dentro do que a ficha técnica permite, e não há uma que sirva a todas as piscinas. Cada grau a mais pede cerca de 1,16 kWh de calor por metro cúbico (cálculo com os dados do NIST para a água a 25 °C), e uma piscina mais quente perde calor mais depressa, sobretudo de noite e sem cobertura, por isso cada grau a mais também custa mais a manter.