Como reparar estores de rolo?

A maioria das avarias de estores de rolo cai em quatro casos: fita ou correia partida, mola do enrolador sem tensão, réguas encravadas ou saídas da calha, e suporte ou rolamento gastos. A fita e o enrolador substituem-se com a caixa aberta e sem retirar o estore; réguas partidas obrigam a baixar o conjunto e é trabalho de duas pessoas. Antes de qualquer coisa, o estore fica em baixo e a caixa abre-se com a persiana apoiada.

Os estores de rolo, os estores de sempre nas casas portuguesas, avariam quase sempre nos mesmos quatro sítios. Saber qual deles é decide se resolve a coisa numa manhã ou se vale a pena chamar alguém.

Primeiro: descobrir qual das quatro avarias é

  • Fita ou correia partida. O sintoma é óbvio: a fita solta-se e desaparece para dentro da caixa, ou fica pendurada sem puxar nada.
  • Enrolador sem tensão. A fita está inteira, mas o estore desce sozinho, ou sobe até meio e para, e a mola já não recolhe a fita.
  • Réguas encravadas ou fora da calha. Sente-se resistência a meio do percurso, ouve-se raspar de um lado, e às vezes vê-se uma régua saída da guia.
  • Suporte, eixo ou rolamento gastos. Um chiar constante, ou o conjunto a descair para um dos lados quando sobe.

A regra de segurança antes de abrir seja o que for

Baixe o estore por completo antes de abrir a caixa. Com as réguas em baixo, o peso está apoiado no peitoril e não suspenso no eixo, o que impede o conjunto de cair de repente quando se liberta a fita ou o eixo. Se a fita já se partiu e o estore está em cima, prenda as réguas na posição com um grampo ou uma cunha antes de mexer. Um estore de alumínio de uma janela grande pesa mais do que parece, e uma queda dentro da caixa parte réguas e magoa mãos.

Substituir a fita, que é o caso mais comum

  1. Estore em baixo. Abrir a tampa da caixa, com apoio, e limpar o pó suficiente para ver o eixo e o tambor.
  2. Retirar o que resta da fita antiga: do enrolador na parede e do tambor no eixo.
  3. Medir a fita nova. A regra prática é a altura da janela a dobrar, mais um metro de folga, e a largura da fita tem de ser a mesma da antiga (as mais comuns são de 14 e de 22 mm).
  4. Passar a fita nova pela ranhura da parede, prendê-la ao tambor do eixo, e enrolar o eixo à mão até a fita ficar bem assente.
  5. Dar tensão ao enrolador antes de prender a ponta: com o estore em baixo, o recolhedor deve ficar com curso suficiente para receber toda a fita quando subir.
  6. Testar com a caixa aberta, subir e descer duas vezes, e só depois fechar.

Se ao testar o estore parar antes do fim, quase sempre é tensão a mais. Vale a pena refazer, porque um estore que trabalha forçado gasta a fita nova em meses.

Réguas partidas: onde isto deixa de ser bricolage

Substituir uma régua obriga a baixar todo o conjunto, o que significa retirar o estore da caixa, apoiá-lo, desenfiar as réguas até à danificada, trocar e voltar a montar. É trabalho de duas pessoas, com o estore fora, e num primeiro andar implica trabalhar com o vão aberto. Se a persiana tiver várias réguas partidas ou empenadas, a conta muda: substituir a persiana inteira custa muitas vezes menos do que trocar réguas uma a uma, e fica melhor. É o mesmo raciocínio para as guias empenadas. Se preferir não fazer isto, veja o que a reparação de estores no Algarve inclui.

Aproveite a caixa aberta

Já que a caixa está aberta, faça três coisas que ninguém faz e que valem a pena. Limpe o pó e o que esteja lá dentro, porque em muitas casas há anos de sujidade e ninhos. Verifique se as guias estão limpas e sem folga. E veja se existe algum isolamento: a caixa de estores é, em muitas casas portuguesas, o ponto mais frio e mais permeável de toda a janela, e uma placa de isolamento colada no interior da caixa é a melhoria mais barata que se pode fazer a um quarto frio, sobretudo num inverno húmido.

Se preferir que alguém trate disso, peça um orçamento grátis à Handyman Algarve.

Perguntas frequentes

A fita do estore partiu-se. Dá para substituir sem tirar o estore?

Dá, na maioria dos casos. Com o estore em baixo abre-se a tampa da caixa, liberta-se o resto da fita antiga do tambor do enrolador e do eixo, passa-se a fita nova pela ranhura da parede, prende-se ao eixo e enrola-se com a tensão certa antes de fechar. O passo que corre mal é a tensão: fita a mais faz o estore parar antes do fim, fita a menos deixa o enrolador sem curso.

Porque é que o estore sobe até meio e para?

Normalmente por uma de três razões: a mola do enrolador perdeu tensão, uma régua está fora da calha e prende contra a guia, ou o conjunto ficou torto ao subir porque uma das guias tem sujidade ou está empenada. Se ao subir ouvir um raspar de um dos lados, é guia; se subir suave e simplesmente perder força, é enrolador.

Como se abre a caixa de estore?

Com o estore totalmente em baixo, para que o peso das réguas não fique suspenso no interior. A tampa costuma ter dois ou quatro parafusos, por vezes tapados por clipes de plástico. Ao abrir, apoie a tampa, porque em caixas antigas ela é pesada e leva pó e ninhos de anos. É também o momento certo para ver se há isolamento na caixa: em muitas casas por cá não há nenhum, e é a maior perda térmica da janela.

Vale a pena motorizar um estore antigo?

Vale se as réguas e as guias estiverem em bom estado, porque o motor substitui o enrolador e a fita, e trabalha com o conjunto que já existe. Não vale quando as réguas estão partidas ou empenadas: um motor aplica sempre a mesma força e vai encontrar todos os defeitos mecânicos, mais depressa do que uma pessoa que sente a resistência e para. Nesse caso substitui-se primeiro a persiana e motoriza-se depois.