Que tipos de estores existem?

Os estores dividem-se por onde ficam e pelo que fazem: exteriores, como o estore de rolo de réguas e as portadas, que travam o calor antes de entrar; e interiores, como o blackout, o rolo de tecido e as venezianas, que controlam a luz mas não o calor. Num clima com muito sol direto, a decisão que mais pesa é interior ou exterior; a segunda é manual ou motorizado; e o material decide quanto tempo o conjunto dura ao sol.

A palavra estore cobre coisas bastante diferentes, e a escolha errada é quase sempre a mesma: comprar um sistema interior para resolver um problema de calor que só se resolve por fora. Vale a pena separar por famílias.

Exteriores: os que travam o calor

  • Estore de rolo de réguas. O clássico português, com réguas de PVC ou de alumínio que enrolam num eixo dentro de uma caixa por cima da janela. Faz escurecimento quase total, protege da chuva e do calor, e permite ventilação parcial ao ficar a meio. É o que a maioria das casas já tem.
  • Portadas. De madeira ou de alumínio, de abrir para fora ou de correr. Fazem sombra, ventilam com a janela aberta e resolvem bem a estética em casas antigas, mas não escurecem tanto como um estore de réguas fechado.
  • Estores de lâminas orientáveis. Lâminas exteriores que se inclinam, permitindo escolher entre luz difusa e escuridão sem perder ventilação. Custam mais e são a melhor solução técnica para uma fachada muito exposta.
  • Toldos e sombreamento fixo. Não são estores, mas competem pelo mesmo problema: sombrear antes do vidro, sobretudo em envidraçados grandes de terraço.

Interiores: os que controlam a luz

  • Blackout de rolo. Tecido opaco enrolado num rolo, montado dentro da divisão. Escurece muito bem, é a solução típica de quartos, e não faz praticamente nada pelo calor.
  • Rolo de tecido translúcido. Filtra a luz e mantém alguma privacidade de dia, sem escurecer.
  • Venezianas de lâminas. Lâminas horizontais orientáveis em alumínio ou madeira, boas para controlar a direção da luz num escritório ou numa cozinha.
  • Estores plissados e de painel. Sobretudo estética e adaptação a vãos com formas difíceis.

A decisão que interessa primeiro

Interior ou exterior, e a resposta depende do problema. Se o objetivo é dormir de dia ou ter privacidade, qualquer solução interior serve e a escolha é de gosto. Se o objetivo é que uma divisão orientada a poente seja habitável em agosto, só o exterior resolve, porque a radiação tem de ser travada antes de atravessar o vidro. É por isso que uma casa com blackout caro em todos os quartos pode continuar quente, e uma casa com estores exteriores simples não está.

A segunda decisão é manual ou motorizado, e a terceira é o material: PVC em vãos pequenos, alumínio com isolamento em vãos grandes ou muito expostos, com atenção à qualidade do lacado perto do mar. Se já tem estores e a dúvida é reparar ou substituir, a reparação de estores no Algarve explica o que se repara e o que já não compensa.

Um erro comum em casas de férias

Estores fechados durante meses, numa casa vazia, cozem ao sol e apanham o esforço todo do vento sem ninguém por perto. Réguas de PVC barato empenam, fitas ressecam e partem à primeira utilização, e o enrolador perde tensão. Se a casa fica fechada, vale a pena que os estores expostos a sul e a poente sejam de alumínio, e que alguém os suba e desça de vez em quando, que é meia razão para uma visita periódica de manutenção.

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Perguntas frequentes

Estore exterior ou cortina interior, para o calor?

Exterior, sem grande discussão, porque a diferença é física. Um estore exterior bloqueia a radiação antes de ela atravessar o vidro, enquanto uma cortina ou um blackout interior recebe essa radiação já dentro da divisão e converte-a em calor a poucos centímetros do vidro. O interior serve para escurecer e para privacidade; o exterior é o que faz um quarto ficar utilizável numa tarde de agosto.

Alumínio ou PVC nas réguas?

O PVC é mais barato, mais leve e suficiente em janelas pequenas e pouco expostas. O alumínio com espuma isolante no interior aguenta melhor o sol direto sem empenar, dura mais em vãos grandes e isola mais, ao custo de pesar mais e de exigir um enrolador ou motor adequado. Perto do mar, a qualidade do lacado conta tanto como o material.

Vale a pena motorizar?

Vale sobretudo em três casos: vãos grandes, onde o peso torna o manuseio desagradável; janelas de acesso difícil, atrás de um sofá ou de uma banheira; e casas usadas parte do ano, onde um comando com programação simula presença e protege do sol enquanto ninguém lá está. Num quarto pequeno com uma janela normal, a motorização é conforto e não necessidade.

E a caixa do estore, conta para alguma coisa?

Conta muito, e é o ponto esquecido. Em muitas casas portuguesas a caixa de estores é o sítio mais permeável de toda a janela: ar frio entra por lá no inverno, ar quente no verão, e por vezes também ruído e insetos. Isolar o interior da caixa com uma placa adequada, quando ela é aberta para manutenção, é uma das melhorias mais baratas que existem numa janela.