Quanto custa a reparação de um telhado?

Uma reparação de telhado orçamenta-se pelo que está por baixo das telhas, não pelo número de telhas partidas, e é por isso que duas casas com o mesmo sintoma recebem valores muito diferentes. A Handyman Algarve não publica um valor para o Algarve, porque um número nacional aplicado a uma cobertura antiga engana quem o lê. Abaixo está o que faz esse valor subir ou descer, e o orçamento para o seu caso é grátis.

Uma reparação de telhado não se orçamenta por telhas. Orçamenta-se pelo que está por baixo delas, pelo modo como se chega lá acima e pelo tempo que a equipa fica no local. É por isso que a mesma frase, tenho uma infiltração, produz orçamentos que não se parecem uns com os outros.

As quatro parcelas de qualquer orçamento

  1. O acesso. Escada, andaime, plataforma elevatória ou linha de vida. Numa moradia térrea é quase nada. Num prédio, ou sobre uma rua estreita, é montagem, dias de aluguer e às vezes um pedido de ocupação de via pública.
  2. O diagnóstico. Levantar telhas numa zona para ver o suporte. Enquanto isso não acontece, ninguém sabe se o trabalho é de meia manhã ou de três dias.
  3. A reparação em si. Telhas, argamassa de remate, tela ou subtelha, rufos, e a mão de obra que assenta tudo isso.
  4. O que aparece por baixo. Barrotes ou ripado com humidade, isolamento encharcado, forro apodrecido. É a parcela que não cabe num orçamento feito à distância e a razão pela qual os orçamentos sérios trazem uma condição escrita para ela.

O que faz variar entre orçamentos

Fator Efeito no valor
Tipo de cobertura Telha cerâmica, telha de betão, chapa ou terraço não se reparam da mesma maneira
Estrutura Madeira, betão ou estrutura metálica mudam o que é possível fazer por cima
Inclinação e altura Acima de certa inclinação o trabalho passa a exigir proteção de queda
Extensão real Uma zona localizada, uma água inteira ou a cobertura toda
Acesso Escada, andaime ou plataforma, com dias de aluguer
Estado do suporte O que se encontra depois de levantar as telhas
Remates Chaminés, claraboias, beirados, rufos e ligações a paredes são onde a água entra
Época Setembro e outubro concentram os pedidos e as equipas ficam cheias

O calendário que decide tudo neste trabalho

Em Faro, os últimos três meses do ano trazem 221,5 mm de chuva, 48,7% dos 455,1 mm da normal anual, e 7,9 dos 15,6 dias por ano com 10 mm ou mais de precipitação. Junho, julho e agosto juntos trazem 9 mm, 2% do ano. Fonte: IPMA, Normais Climatológicas 1991-2020, estação de Faro.

Isto tem duas consequências práticas. A primeira é que uma cobertura tem de estar estanque no fim de setembro, e não em dezembro quando o problema se manifesta. A segunda é que o verão é a altura em que o trabalho é feito com tempo, sem chuva a interromper, e em que se consegue marcação. Quem liga com a primeira chuvada está a competir com toda a gente que também acabou de descobrir a mancha no teto.

Licenciamento: quase sempre não, mas confirme

A substituição de materiais de cobertura mantendo o mesmo acabamento exterior, quando melhora a eficiência energética, está listada nas obras de escassa relevância urbanística do RJUE, que estão isentas de controlo prévio. A alteração da forma da cobertura já não está: aí o trabalho sai da isenção e passa a exigir procedimento próprio. Fonte: Decreto-Lei 555/99 (RJUE), artigo 6.º-A, e o caderno técnico da Ordem dos Engenheiros Região Norte sobre o Decreto-Lei 10/2024.

Isento não quer dizer silencioso. Em Silves, por exemplo, o município exige que mesmo as obras isentas de controlo prévio sejam comunicadas com pelo menos cinco dias de antecedência. Fonte: Câmara Municipal de Silves, Obras Isentas de Controlo Prévio, documento atualizado em 01-04-2024, âmbito concelhio.

Cada câmara tem as suas regras e o seu regulamento pode ser mais exigente do que o nacional. A sua câmara é a autoridade sobre o assunto, não o empreiteiro e não esta página.

Porque não indicamos um valor

Porque os valores por metro quadrado que circulam são de obras de substituição total, quase sempre de outras regiões e de outra escala. Aplicá-los a uma reparação localizada dá um número que não serve para decidir nada.

O que serve é ver o seu caso e orçamentá-lo sem custo. A página de reparação de telhados no Algarve explica o que a visita inclui e como se pede.

O que enviar para receber um valor útil

  1. Fotos do interior, com a mancha ou a infiltração, e diga em que divisão fica.
  2. Fotos do exterior à distância, onde se veja a cobertura inteira e a zona suspeita.
  3. A idade aproximada da casa e se o telhado já foi mexido alguma vez.
  4. Quantos pisos tem e o que existe à volta: rua, pátio, piscina, terreno.
  5. Se a infiltração aparece com chuva de vento ou com qualquer chuva. A diferença aponta para famílias de causas distintas.

O erro que sai mais caro

É reparar só onde a água aparece. A água entra num sítio, corre pela madeira ou pela tela e cai noutro, muitas vezes metros ao lado. Uma reparação feita por baixo da mancha, sem seguir o percurso até à entrada, resolve durante uma semana e volta na chuvada seguinte, agora com o teto já estragado. A pergunta que separa um bom orçamento de um mau é simples: onde é que a água entra, e como é que sabe?

Saber o valor do seu caso

Os valores desta página dependem de detalhes que só o seu trabalho tem. Descreva-o à Handyman Algarve, junte uma foto, e o orçamento volta com o número para esse trabalho, sem custo.

Grátis e sem compromisso.

Perguntas frequentes

Porque é que ninguém dá um preço por telefone?

Porque o sintoma que descreve, uma mancha no teto ou uma telha caída, não diz o que está por baixo. A mesma infiltração pode ser uma telha desalinhada, uma tela rasgada num remate ou um barrote apodrecido que já cedeu. Um valor dado antes de alguém subir ao telhado tem de proteger o pior cenário, e por isso é sempre alto, ou ignora-o, e nesse caso a fatura final não se parece com o orçamento.

Reparar telha a telha ou refazer a zona toda?

Depende do que estiver por baixo. Se o suporte está são e a telha partiu por pancada ou por vento, substituir peças é a reparação certa e a mais barata. Se a mesma zona já foi reparada duas vezes, se a telha está quebradiça de idade ou se o barrote está húmido ao toque, refazer a área inteira custa mais uma vez e menos ao fim de cinco anos, porque cada visita repetida traz outra vez andaime, deslocação e mão de obra.

O acesso muda mesmo o valor?

Muda, e é o fator mais subestimado. Um telhado de moradia térrea com pátio ao lado recebe uma escada e trabalha-se nele nessa manhã. Uma cobertura a três pisos, sobre uma rua estreita ou sobre uma piscina, obriga a andaime ou a plataforma, com montagem, aluguer por dias e por vezes ocupação de via pública pedida à câmara. Esse item pode ultrapassar o custo da reparação em si.

A limpeza do telhado deve ser feita ao mesmo tempo?

Normalmente compensa, porque o equipamento de acesso já está montado e é esse o item caro. Limpar musgo e algas, desobstruir caleiras e refazer argamassa de remates na mesma visita evita pagar duas vezes o mesmo andaime. O que não se deve fazer é lavar a cobertura a alta pressão sem saber o estado das telhas, porque a água entra por baixo e o problema muda de sítio em vez de desaparecer.